Jogos Online são vítimas de golpes online.

Quadrilhas roubam senhas e vendem contas que podem valer mais de R$ 1 mil.
Golpes já estão entre as 50 principais ameaças da internet, segundo pesquisa.

As árvores do mundo virtual dão dinheiro, em vários formatos e cotações. Os jogadores já sabem disso desde que as moedas de jogos on-line passaram a movimentar mercados paralelos e ilegais na vida real. Mas agora os golpistas entraram na brincadeira.

Segundo dados de uma pesquisa da empresa de segurança Symantec, golpes que visam o roubo de senhas e contas de jogos on-line representam 5% das 50 principais ameaças de segurança na internet. Os ataques podem acontecer no ambiente virtual ou na vida real.

 As ofensivas virtuais são mais comuns. O criminoso geralmente utiliza “hacks” para roubar senhas de um jogador. São programas específicos que infiltram códigos maliciosos em determinados jogos e registram informações confidenciais, como nome de usuário e senha. Com o controle da conta, o criminoso vende a outros jogadores, pelo mercado clandestino, os itens e a pontuação obtidos pela vítima. Os itens podem ser desde armas até peças de roupas dos personagens, dependendo do jogo.

Na vida real os ataques são raros, mas não menos perigosos. Em julho, o jogador DuduMagik foi seqüestrado por uma quadrilha e forçado a entregar a senha de sua conta no jogo “Gunbound”. Dudu era líder do ranking brasileiro, e sua conta vinha sendo cobiçada pelos integrantes da “La Firma”. Antes de ser presa, a quadrilha disponibilizou um vídeo na internet em que seus integrantes exibem os lucros de golpes anteriores – chegaram a ganhar R$ 3 mil em um fim de semana, de acordo com o vídeo.

Dinheiro fácil “É um dinheiro fácil. O invasor pode simplesmente pegar os itens e vender”, explica Eric Araki, da Level Up! Games, que comercializa jogos on-line no Brasil. Muitas vezes, a empresa não tem como agir, já que o roubo acontece devido ao comportamento inadequado do jogador.

Luiz Filho, da GunSoft, diz que o jogador é aconselhado a adotar uma conduta responsável. “A maioria dos problemas de contas perdidas acontecem com jogadores iniciantes, sem experiência”, diz ele. O jogador deve, entre outras coisas, não compartilhar sua conta e trocar de senha regularmente.
Em jogos como “World of Warcraft”, que tem mais de nove milhões de jogadores cadastrados, a valorização pode surpreender. Recentemente, um jogador europeu vendeu sua conta pelo equivalente a US$ 9,5 mil (cerca de R$ 17 mil). Transações como essa não são permitidas pelas empresas, o que não impede que jogadores (e criminosos) movimentem o mercado paralelo. Afinal, para que aconteça a venda, são necessários jogadores dispostos a comprar os bens – nem sempre roubados.

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